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Atendimento Psicológico Online

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         Psicologia Humanista-Existencial

Quando mudar é preciso...

Olá! Meu nome é Cíntia.

 

Seja muito bem-vindo(a).

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Meu trabalho acontece nas travessias da experiência humana.

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Sim, entre mundos.

 

Mas também entre experiências,

 

entre formas de ver a vida,

 

entre fases,

 

entre decisões importantes,

 

entre perdas e recomeços,

 

entre pertencimentos antigos e novos,

 

entre o impulso e a consciência,

 

entre a história que nos trouxe até aqui

 

e aquela que ainda estamos escrevendo.

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Talvez você tenha chegado até aqui porque também se sente atravessando

 

...e, às vezes, basta encontrar um lugar onde nossa história possa ser escutada com profundidade para que a travessia deixe de ser apenas um caminho difícil e se torne também um caminho de descoberta.

  • Sobre mim

 

 

Eu tinha 8 anos de idade quando assisti a um filme que que foi um marco simbólico para mim. Nele, uma velha senhora dizia para uma jovem menina: „escale todas as montanhas, atravesse todos os riachos, siga todos os arco-íris... até encontrar o teu sonho“.

 

Pensar em sucessivas travessias é um fio de sentido que costura os diferentes momentos e as muitas escolhas que eu fiz na minha vida. Eu atravessei da graduação em Psicologia para o mestrado em História Social porque pensar o ser humano sem compreender o seu contexto e sua trajetória nunca fez sentido para mim. E então retornei à Psicologia Clínica, com outra compreensão do ser humano, suas dores e suas singularidades.

 

Minha vida teve várias travessias, e entre elas uma travessia oceânica: em 2006 eu me mudei para a Alemanha, onde vivo desde então. Toda a vivencia de lidar com universos simbólicos plurais e estar sempre em franco processo de reinvenção de si mesma faz parte não só da minha trajetória profissional, mas da minha vida pessoal.

 

Como disse aquela velha e sábia senhora, houve montanhas, riachos e arco-íris surgindo entre tempestades e raios de sol. E nesse caminho, muitas espirais de aprendizado. Foi nesse percurso que fui construindo também uma maneira de estar com as pessoas. E é através dela que eu trago como proposta o trabalho através da relação presente, no aqui e agora; a escuta ativa; a conscientização dos sentimentos, para poder então identificar desejos com mais clareza; o trabalho sobre como comunicar estas emoções e negociar com o mundo a realização destes desejos.

 

Os valores centrais para mim, aqui são Disponibilidade - desejo e abertura para ouvir, Autenticidade - estar presente, Congruência - é fundamental que o que eu digo faça sentido com o que eu percebo, Criatividade...

 

...e sobretudo... Kairós.

 

Καιρός , na tradição grega é o momento oportuno, aquele momento certo, o tempo qualitativo, o instante oportuno em que algo pode acontecer de forma decisiva.

Kairós é a janela de transformação. É o momento no qual algo amadurece por dentro o suficiente para que uma mudança se torne possível.

 

Eu acredito na capacidade de reinvenção em cada um de nós. E sei, por experiencia própria, que nesse caminho, acompanhados chegamos mais longe.

Quando mudar é preciso...​

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Há um conto folclórico galês sobre Jack, um habilidoso jogador que, apesar de suas habilidades, havia perdido uma aposta para o Homem Verde da Terra de Ninguém. A consequência foi que a vida de Jack a partir de então pertenceria àquele homem, a não ser que, no período de um ano e um dia, ele encontrasse o castelo de seu novo senhor, que ficava em um lugar distante e que ninguém conhecia. Jack não sabia nem por onde começar a procurar a tal Terra de Ninguém. Mas um dia pôs-se a caminho. Atravessou neve espessa e uma floresta escura, conheceu velhas sábias, pássaros falantes, seres metamorfos. Encontrou a terra e o castelo. Teve que cumprir algumas tarefas que lhe pareciam à primeira vista impossíveis, e por vezes recebeu ajuda de onde ele menos esperava. E no final da história, ele não somente recuperou o domínio de sua própria vida: ele entendeu qual lugar queria ocupar nela"

(Fonte: Blackie, Sharon. Wise Women. Myths and Stories for the Midlife and Beyond)

 

A história de Jack é uma história de travessias e de todas as curvas e obstáculos que estas invariavelmente impõem. Elas nos confrontam com desafios os quais, para serem superados, pedem que o caminhante descubra novos modos de pensar e de agir sobre o mundo. Às vezes precisamos mesmo redefinir o que é o nosso mundo!... Por isso mesmo, por trás de seu simbolismo, ela fala da vida de cada um de nós, particularmente dos momentos nos quais nos sentimos perdidos sobre como e em qual direção seguir. Quem nunca se deparou com um Homem Verde da Terra de Ninguém? E quem nunca ficou paralisado diante de uma floresta de mata cerrada e coberta de neve espessa, no fundo no fundo sabendo que atravessar esta floresta era o que faria a diferença entre o aqui, e o lá, desconhecido mas também composto de possibilidades?

 

O meu trabalho é acompanhar pessoas na travessia dessa floresta. Caminhar ao lado delas compartilhando o peso, escutando a dúvida, trabalhando em distinguir o que é necessário para essa travessia e o que não faz mais sentido carregar, descobrindo trilhas que antes pareciam invisíveis, e principalmente, descobrindo formas diferentes de ler a floresta e de afastar a vegetação para abrir passagem, às vezes resgatando ferramentas escondidas dentro de si e outras vezes criando ferramentas novas...

 

Acompanhamento em momentos de mudança e redefinição

Abordagem Centrada na Pessoa

Contoterapia® / Storytelling

Interculturalidade e experiencia migratória

Acompanhamento de pessoas em fim de vida e seus familiares

 

Atendimento multilíngue — português, alemão e inglês

 

 

Há momentos da vida em que algo pede transformação. Não porque o relógio marcou determinada hora, mas porque a própria experiência... amadureceu.

Isso é Kairós.


 

Como eu Posso te Ajudar

 

  • Acompanhamento em momentos de mudança e redefinição

 

A vida é movimento. Tudo, a começar pelo nosso próprio corpo, se move e se transforma, mesmo que não tomemos consciência imediata disso, ou da medida em que isso acontece. E há mudanças que se impõem. Por mais que tenhamos imaginado ou mesmo planejado um caminho de vida, sempre nos surpreendemos. Há mudanças que não pedimos ou então que acontecem e trazem desafios os quais não previmos, sequer imaginávamos ser possíveis. Fases da vida, luto, separação, climatério, adoecimento, envelhecimento, maternidade, migração... mesmo as travessias previsíveis trazem faces imprevistas, diante das quais as formas de ação que conhecemos não funcionam. Nesse momento nos encontramos em um lugar no qual é necessário tomar uma decisão: ficar e insistir nas estratégias antigas, ou entrar na floresta. E entrar na floresta acompanhado e equipado pode fazer toda a diferença...

 

  • Abordagem Centrada na Pessoa

 

A Psicologia Humanista Existencial é em muitos círculos a chamada terceira forca da Psicologia. Ela emerge nos anos pós segunda guerra como uma espécie de resposta ao que a humanidade havia vivido e testemunhado, propondo uma alternativa às abordagens prévias na maneira de enxergar e agir sobre e com o humano. Os valores defendidos por esta proposta podem ser sintetizados em uma convicção na capacidade de desenvolvimento do ser humano e de suas potencialidades. Isso inclui a ideia de um trabalho que, sustenta um espaço seguro de expressão, com suspensão de julgamentos. Neste espaço, trabalha-se o resgate de seus recursos para lidar com seus maiores desafios, ou então a sua capacidade de desenvolver tais recursos. Aqui a autonomia de escolha do cliente, o foco no presente, e a atuação do terapeuta como facilitador orientam o processo.

 

A Abordagem Centrada na Pessoa é uma proposta terapêutica elaborada inicialmente por Carl Rogers e desenvolvida desde então por inúmeros profissionais clínicos e pesquisadores. Para Rogers,

 

„Indivíduos tem em si vastos recursos para compreender a si mesmos e alterar seus auto-conceitos, suas atitudes básicas, e seus comportamentos orientados. Estes recursos podem ser dinamizados se for aberto um espaço com determinadas qualidades de atitudes facilitadoras“

(tradução livre de Rogers, C.R. A Way of Being, p.115)

 

As condições que, para Rogers, promovem o crescimento são

 

Congruência: o terapeuta se apresenta como disponível, presente, atento, permitindo que o fluxo de sua propria experiência diante do relato do cliente seja acessível por este.

 

Aceitação Incondicional: o espaço terapêutico é aberto e livre para seja o que for que o cliente traga ali. Confusão, medo, raiva, coragem, amor, orgulho... tudo isso encontra espaço de escuta sem julgamento.

 

Empatia: o terapeuta se abre para a compreensão dos sentimentos expressos pelo cliente e espelha o entendimento destes, de modo que o cliente tenha a experiencia não só de aceitação mas de compreensão do que ele expressa.

 

O conjunto da prática destas condições compõe o que chamamos de escuta ativa. E essa é a orientação básica que eu proponho guiar nossas travessias.

 

  • Contoterapia®

 

A Contoterapia® é um método de reintegração emocional desenvolvido por Anna Rossetto. Ela dialoga com as correntes filosóficas da Fenomenologia e do Humanismo Existencialismo, mantendo a prática da escuta como orientadora da ação. Sua proposta é trabalhar narrativas de vários tipos para acessar o universo e a imaginação atuais do cliente e atuar como um tipo de espelhamento das próprias narrativas deste, de modo a traduzir ou transformar sentidos que o orientem na sua travessia.

 

Cada um de nós, quase sempre sem perceber, conta para si mesmo uma ou várias historinhas sobre quem somos e como existimos... e os momentos de travessia muitas vezes pedem que revisitemos estas histórias e possamos reescreve-las... contos tradicionais, biográficos, folclóricos, todos eles podem muitas vezes funcionar como guias de abertura para novos sentidos, e por conseguinte, para uma reorientação em direção a uma melhor congruência entre o que se quer ser e o que se manifesta.

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  • Interculturalidade – a experiência de viver entre mundos e histórias

 

Sempre que pessoas formadas por histórias, referências e modos distintos de compreender o mundo se encontram, abre-se um espaço de negociação, aprendizagem e transformação. Mudar de país é uma dessas experiencias e como tal, ela representa de modo especial todo esse processo.

 

Mudar de país é muito mais do que mudar de endereço. Seja por motivos políticos, ambientais, econômicos, bélicos, às vezes pessoais, as pessoas que migram carregam o desejo, a necessidade ou a esperança de encontrar uma perspectiva diferente da que viam como possível em seu país de origem.

 

Isso inclui o aprendizado de uma nova língua e muitas vezes uma nova profissão ou trabalho. Isso faz sentido e é realista. Mas essa travessia, como eu mesma experimentei, é um processo complexo – e por vezes bastante desafiador.

 

A travessia por desertos e mares, a pé ou via motorizada, significa uma mudança geográfica, mas também implica em mudança em outras dimensões da vida. Ela implica em contrastes entre realidades, expectativas e hábitos. E estes contrastes muitas vezes trazem situações de confronto, tanto externos quanto internos. Mundos de significação se encontram e muitas vezes entram em tensão. Valores e certezas são questionados. Se torna relevante pensar e construir novas formas de compreender, se expressar e agir – sem que se perca a própria identidade e sem que partes importantes de nós mesmos sejam negligenciadas.

 

Isso significa que muito do que uma pessoa carregou como certo e seguro por muito tempo, subitamente pode deixar de ter o mesmo peso. Estamos falando de mudanças que envolvem desde a maneira como se cumprimenta um estranho na rua ou uma pausa em uma conversa, até as referencias relevantes para a organização de uma nova vida no trabalho e na vida pública.

 

Eu me lembro de que nos primeiros meses vivendo em um país novo, eu me senti quase como um bebê descobrindo o mundo de novo. Tive que aprender a andar na cidade, como pegar um ônibus, como fazer meu pedido em uma padaria, como usar o chuveiro, como atender o telefone. No Brasil eu já tinha construído uma identidade profissional e pessoal reconhecida, era uma mulher independente, com trajetória própria. No novo país precisei descobrir como ser tudo isso também, mas em uma versão que encontrasse o entendimento das pessoas nesse novo contexto, sem abrir mão das minhas qualidades, das minhas conquistas e da minha própria história. Claro que houve perdas. Mas houve também novas oportunidades.

 

Esse aprendizado, aliás, envolve não somente quem migra, mas quem recebe o migrante. O tema aqui passa pelo confronto com aquilo que é diferente do que conhecemos. Isso vale pra quem chega e também pra quem já está aqui. Há oportunidades e possibilidade de expansão para ambos. Passamos, por exemplo, a prestar atenção em coisas as quais antes não prestávamos. A rever prioridades.

 

Para quem chega, a tarefa tem desafios particulares. Encontramos um mundo que já tem uma estrutura pronta, e que nos é pouco ou nada familiar. Para que se encontre ou se construa de fato (e não apenas na imaginação) uma perspectiva nova de vida que tenha lugar tanto nesse mundo externo quanto no mundo que trazemos dentro de nós mesmos, torna-se importante olhar e decidir a vida cotidiana de uma forma diferente de como se decidia antes.

 

Isso tudo não acontece no automático. Leva tempo. É por vezes desafiador. E pede um esforço reflexivo e consciente. Aqui também faz toda a diferença estar acompanhado e ter um espaço protegido e de confiança onde se pode expressar preocupações, falar sobre despedidas, explorar os próprios desejos, resgatar ou desenvolver habilidades para lidar com as situações novas, e enfim pensar caminhos que sejam capazes de conciliar a própria biografia com os projetos para o futuro.

Copyright: Public Domain

Minha orientação profissional:
 
O centro de minha orientação teórico-prática é a Psicologia Humanista Existencial, mas com uma perspectiva holística, mantendo sempre em vista que o indivíduo existe em um contexto social e histórico além de uma linha biográfica. Todos estes aspectos são integrados e se mantêm sempre em perspectiva em cada passo do encontro terapêutico.
 
Formação acadêmica:
 
Graduação em Psicologia (Bacharelado e Formação) pelo Instituto de Psicologia da UFRJ (turma de 1995)
Mestrado em História Social pelo IFCS – UFRJ (defesa: Dezembro/1998)
Doutorado em Psicologia Clínica pela PUC-RJ (defesa: Fevereiro/2006)
 
Obs: os títulos acima foram todos reconhecidos pelo ZAB – Zentralstelle für Ausländisches Bildungswesen, Bonn
 
Principais Experiencias profissionais:
Atuação clínica em Hospitais Gerais (HAAF, HFAG, Hospital Clementino Fraga Filho-UFRJ)
Docência na Universidade Católica de Petrópolis e em cursos de formação em Psicologia Aplicada.
Atendimento terapêutico particular
Atenção Psicossocial a adolescentes refugiados na Instituição Alexianer Martinistift
 
Principais Formações:
Abordagem Centrada na Pessoa (Personzentrierte Beratung – KoBi/Tri.ko – Münster)
Contoterapia® (com Anna Rossetto – Reino Unido, online)
Capacitação em Cuidados Paliativos Psicossociais – Sterbebegleitung (Hospiz Bewegung Münster)
 
Formações Complementares:
Einführungsseminar Gewaltfreie Kommunikation (Andrea Lohmann – Münster)
A Teoria Integral de Ken Wilber (Palas Athena – Sao Paulo, Brasil – online)
Fundamentos do Trauma Psicológico (Quantum Academy – Sao Paulo, Brasil – online)
 
além de participação contínua, desde 1986, em congressos, simpósios, jornadas, grupos de estudo dirigido e outros cursos livres.

Kontaktieren Sie uns

Wir begleiten Sie auf Ihrem Weg zu persönlicher Entwicklung und Selbstreflexion. Kontaktieren Sie uns für eine erste Beratung oder weitere Informationen.

E-Mail: cintia.kairos@gmail.com

Standort: Alemanha

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